o poema diário
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Leonora Rosado
A terceira parte
É contada em estrelas,
Estrelas que caem, medos
E saias azuis, camisas de um
Estampado colorido.
A dor deixou de ser a preto
E branco .
Arrepanhou corpo, imiscui-se
Em contornos silenciosos
Em que se amarrota
A página para poder ir
Mais além.
Instrumento de sopro
Na surdina das tardes
O levantar da âncora
Ao rio que saboreia
A viagem em largo
Ondular.
8/02/2015
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Leonora Rosado,
Portugal
João Fonseca Amaral
Treno por Éluard
"A um poeta morto
deixem-lhe nos lábios
uma asa irisada de cigarra
deixem
Nem sudário nem fato preto
mas só o acerto
de ramagens verdes floridas
só
E tatuados no peito
em cor e som
âncora e coração
um sonhar desfeito
sete sorrisos de menino bom
- e é quanto basta para não ter frio
quem atrás de si deixou palavras
moeda com que salvará
seguro
o grande rio."
deixem-lhe nos lábios
uma asa irisada de cigarra
deixem
Nem sudário nem fato preto
mas só o acerto
de ramagens verdes floridas
só
E tatuados no peito
em cor e som
âncora e coração
um sonhar desfeito
sete sorrisos de menino bom
- e é quanto basta para não ter frio
quem atrás de si deixou palavras
moeda com que salvará
seguro
o grande rio."
in Poemas por João Fonseca Amaral, INCM, 1999
[Voz de Moçambique, ano 8, nº 258 (15 de Julho de 1967)]
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